Espírito Santo desce<br>ao inferno

Apesar do acordo alcançado entre a associação que representa os polícias militares (PM) e o governo do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil, os batalhões continuam, na sua maioria, aquartelados. Tudo porque as esposas e familiares dos PM continuam a bloquear a saída dos agentes enquanto não virem satisfeitas as reivindicações pecuniárias.

A exigência de aumentos salariais e pagamento de salários em atraso esteve na base de um movimento de protesto que alastrou rapidamente no sábado, dia 4 de Fevereiro. Sem patrulhamento, instalou-se o caos nas ruas. Nos dias seguintes foram registadas cerca de 140 mortes violentas. Inúmeros roubos e saques provocaram prejuízos de pelo menos 300 milhões de reais, calculou a Globo. Serviços e repartições públicas, escolas e transportes, ficaram paralisados por falta de condições de segurança.

A situação era agressiva na capital estadual, Vitória, e ainda pior na periferia da cidade, relataram moradores a meios de comunicação social nacionais e internacionais. O governo golpista liderado por Michel Temer é acusado de reagir tarde e mal, tanto mais que nos subúrbios os tumultos permaneceram mesmo depois do envio de militares para Vitória, medida vista como uma forma de mascarar o descontrolo evidente.

A contestação chegou a alastrar ao vizinho estado do Rio de Janeiro, perigo que permanece em virtude da manutenção do bloqueio das esquadras por parte das esposas dos polícias militares do Espírito Santo, e sobretudo porque paulatinamente eclodem acções miméticas empreendidas pelas congéneres dos PM do Rio de Janeiro. Acresce que também no estado do Rio de Janeiro as autoridades insistem na impossibilidade de aumentar os salários, substrato material que pode avolumar e estender a revolta.




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